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Mil novecentos e noventa e quatro para sempre eterno

28/04/2010

Ontem tive um lampejo no meio da manhã e lembrei da banda KLEIDERMAN, projeto paralelo do Branco Mello e do Sérgio Britto, dos Titãs. Imediatamente escrevi sobre isso no Twitter, lugar onde falo sobre tudo aquilo que não teria saco de abrir o WordPress para postar.

Mas depois de baixar o único disco da banda, Con El Mundo a Mis Pies, de 1994, resolvi que o assunto merecia um post, nem que seja apenas para servir de resultado de pesquisa no Google, para quando algum jovem curioso ou um velho saudosista resolver buscar mais informações sobre esse belo momento da história da música brasileira.

Maior capa

O som do Kleiderman é claramente influenciado pelo grunge, como era também o disco Titanomaquia (1993), dos Titãs, – não por acaso produzido pelo Jack Endino, produtor do Nirvana. A gravação é tosca e tenho certeza de que essa era a intenção. Os riffs são diretos, os vocais são secos e a batera é bem pesada. Por sinal, destaque para a baterista em si, Roberta Parisi, que já tinha tocado na Volkana, clássica banda de metal composta só por mulheres.

O disco inclusive tem uma música com o nome dela, Roberta, que contém o antológico refrão “Conhaque e Diet Coke”. Variando letras em inglês e português, o álbum tem muitos momentos altos, como O Amor é uma Coisa Feia, Nem Mãe, Nem Puta (tentei encontrar o clipe para postar e falhei miseravelmente), Con El Mundo a Mis Pies e Não Quero Mudar, além da instrumental O Colecionador.

Branco Mello = Vencedor

Talvez mais significativo do que a música em si seja o fato de que ele foi lançado pelo Banguela Records, selo dos próprios Titãs em parceria com a WEA. Para quem não sabe, esse mesmo selo foi o responsável pelo lançamento de discos de gente como Raimundos, Little Quail And The Mad Birds, Mundo Livre S/A, Maskavo Roots e Graforréia Xilarmônica, entre outras excelentes bandas daquele período.

Por tudo isso e por ser um baita disco de rock, esse trabalho do Kleiderman merece um lugar de honra em qualquer revisão da música brasileira dos anos 90, especialmente quando se fala em 1994, o maior ano das nossas vidas. Ok, da minha vida, pelo menos.

Festa de verdade

08/04/2010

Não costumo escrever sobre festas (na real, ultimamente não costumo escrever sobre nada, como vocês podem notar), mas quando surge uma oportunidade de sair da MESMICE em Porto Alegre, é MISTER divulgar a iniciativa.

E ela vem do amigo Leo Mereu, que à frente da VISCERAL PRODUÇÕES promote agitar a noite da cidade com festas que tocam música boa (raridade total). A bola da vez é o TRIBUTO LOVE METAL, que rola neste sábado no Garagem Hermética, a partir das 23h.

Pelo nome, já dá para perceber o grau de EXCELÊNCIA da noite, com a execução de baladas dos anos 80 e começo dos 90 (única época relevante na história da música) pelas bandas PASTRANA (do próprio Mereu) e RIFFMAKER. Não espero nada menos do que morte imediata de todos os presentes quando os shows começarem.

E quem quiser desconto na entrada é só mandar um email pra VISCERALPRODUCOES@GMAIL.COM com o título EU LOVE METAL pra pagar só oito reais.

E aí, partiu?

Caso alguém ainda esteja em dúvida (se é que isso é possível), aqui vai o setlist do show da Pastrana, pra DIRIMIR qualquer hesitação. Não durmo desde que vi essa lista:

LOVE BITES – DEF LEPPARD

DON’T WALK AWAY – DANGER DANGER

WASTING LOVE – IRON MAIDEN

FOREVER – KISS

I STILL LOVE YOU – KISS

SO FINE – GUNS N’ ROSES

WICKED GAME – HIM

STILL LOVING YOU – SCORPIONS

I’LL BE THERE FOR YOU – BON JOVI

MAMA I’M COMING HOME – OZZY OSBOURNE

IS THIS LOVE? – WHITESNAKE

WHAT IT TAKES – AEROSMITH

LOVE HURTS – NAZARETH

I REMEMBER YOU – SKID ROW

THIS AIN’T A LOVE SONG – BON JOVI

HOME SWEET HOME – MOTLEY CRUE

YOU ARE ALWAYS ON MY MIND – ELVIS PRESLEY

Boa sorte aos que sobreviverem.