Archive for novembro \18\UTC 2009

Single da Semana: Guns N’ Roses – “You Could Be Mine”

18/11/2009

Guiar com uma escopeta: entendo

Primeiro de uma série de singles do Guns que aparecerão por aqui, You Could Be Mine foi tirado da trilha do fatalíssimo EXTERMINADOR DO FUTURO 2. Quem já viu o clipe dessa música sabe o poder que ela tem no filme, DIMULINDO tudo. Está tudo aqui: o baixo demoníaco do Duff, a guitarra estridente do Slash, os rolos do Matt Sorum (divago um pouco: Steven Adler perguntou ao público no workshop: “Vocês já imaginaram se EU tivesse gravado a bateria de You Could Be Mine?” Tenho até medo da paulada que sairia). Todo mundo conhece a faixa de cor, o que dispensa maiores análises.

A outra música do single é a que abre o Use Your Illusion II (o azul, para os leigos) e é a única em que Steven Adler realmente toca: Civil War. Um verdadeiro épico da paz (pior frase da história), essa faixa é um contraponto interessante à BRUTALIDADE de You Could Be Mine. Diria que esse tipo de canção é a especialidade do Axl, junto com todas as outras baladas maravilhosas dos UYI.

O resumo desse single é que ARNOLD + AXL = ALEGRIA SUPREMA. Uma trilha perfeita para um filme perfeito e mais um compacto antológico para a minha coleção.

Single da semana: Roxette – “Sleeping In My Car”

10/11/2009

Eu sempre fui apaixonado por singles. Nunca conseguia comprar muitos porque o Brasil não tinha tradição em lançar compactos na era do CD. Por isso fui literalmente à forra na Austrália, com a oferta absurda de singles em qualqer loja. Além disso, minha entrada no eBay de lá só serviu para abalar minha vida e arruinar minhas finanças.

Comprei tanto single que na hora de embarcar para o Brasil fui obrigado a deixar TODOS os meus CDs (que eu havia levado em 2007) com amigos, pois a mochila já estava pesando TREZE QUILOS. Paciência, pelo menos trouxe todos os singles e é por isso que agora começarei uma série semanal falando desses compactos incríveis e suas faixas maravilhosas. Fechei os olhos e escolhi um aleatoriamente e esse será o processo daqui para frente. Aqui está o resultado:

sleepingBelas luzes, Per

Uma das maiores faixas do grande disco CRASH! BOOM! BANG!, Sleeping In My Car tem um riff marcante e certamente será tocada na minha dupla pop com Andrey Damo. Esta edição inglesa traz três músicas: a faixa-título (que dispensa maiores apresentações) na versão original de 1994, a antológica The Look na versão gravada para o MTV UNPLUGGED, em 1993, e Sleeping In My Car na chamada THE STOCKHOLM DEMO VERSION (belo nome para uma banda, né, Andrey?), totalmente crua e com final abrupto.

sleeping_2

Roxette não tem erro, é sempre uma garantia de música boa e com esse single não foi diferente. Comprei pelo eBay e não me decepcionei. Também, quem poderia se decepcionar com essas músicas?

Because he can

04/11/2009

Não sei se Mike Patton ainda tem alguma coisa a provar, se ele ainda tem algum sonho que não concretizou. Só sei que, ao reativar o mais famoso dos seus projetos, ele provou para todos que é o cara mais foda do mundo. É como se ele declarasse: “Eu sou um gênio supremo, eu canto como eu quiser, eu grito como eu quiser e deixo vocês pensando que, se o ingresso custasse mil reais, vocês pagariam”.

Pois foi exatamente essa a impressão que tive no Pepsi On Stage, ontem à noite. Depois de um show interessante de abertura a cargo da Véspera, que teve a heróica tarefa de se apresentar em frente a fãs impacientes do Faith No More e acabou se saindo bem com um ótimo cover de When Doves Cry, do Prince, e uma irretocável versão de Come Together, dos Beatles, a noite histórica começou.

Abrir um show com Midnight Cowboy, a última faixa do melhor disco deles, o soberbo Angel Dust, já foi uma jogada de mestre. Certamente Patton me viu na platéia pela cortina bordô e decidiu, em cima hora, que precisava dar início aos trabalhos com esse petardo. Emendar From Out Of Nowhere também não ajudou a minha saúde, pois senti o fôlego se esvaindo com os pulos ensandecidos.

O que aconteceu depois é um pouco nebuloso, já que assim que ouvi os primeiros acordes de Land Of Sunshine chamei num headbanging pegado e gritei cada frase da letra. Quando achei que as coisas se acalmariam, eis que veio Caffeine, o maior metal da história. Tocar as duas primeiras músicas do Angel Dust em sequência foi cruel demais comigo. Cogitei seriamente abandonar o local e pegar o T-5 para casa, mas logo voltei a mim e pude seguir curtindo o maior show que Porto Alegre já viu.

Descrever cada música tocada na ordem seria impossível, pois nada jamais se comparará ao que foi visto e ouvido lá. Por isso encerrarei dizendo que a noite foi tão perfeita não porque rolou um ótimo espetáculo de uma banda competente. A noite foi perfeita porque Mike Patton decidiu que ele podia fazer o maior show de todos os tempos.

E ele SEMPRE pode o que quer. Para a nossa sorte.

– Midnight Cowboy
– From Out of Nowhere
– Land of Sunshine
– Caffeine
– Evidence
– Surprise! You’re Dead!
– Last Cup of Sorrow
– Ricochet
– Easy
– Midlife Crisis
– Epic
– Caralho Voador
– The Gentle Art of Making Enemies
– King for a Day
– Ashes to Ashes
– Just a Man
– Chariots Of Fire/Stripsearch
– As the Worm Turns
– This Guy’s In Love With You
– We Care a Lot