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Essas novelas maravilhosas e suas trilhas sonoras matadoras – Que Rei Sou Eu? (1989)

12/09/2011

Ainda hoje, apesar das novas mídias e da chegada de novas gerações, as novelas continuam sendo um importante produto de exportação da cultura brasileira e uma forma de entretenimento da população em geral. Continua sendo o programa mais assistido na nossa TV, ainda que venha, aos poucos, perdendo seu público. Eu mesma me encaixo neste grupo. Passei de assídua e viciada a telespectadora esporádica.

E, enquanto me preparava para escrever sobre Que Rei Sou Eu?, me dei conta de que, naquela época, embora eu fosse criança e sem tantos compromissos, a novela era muito presente na minha vida e de todos lá em casa. E, a partir daí, comecei a me perguntar até quando as tramas televisivas vão fazer parte da nossa rotina e vão ocupar espaços tão importantes na telinha e o que teria feito o gênero perder parte do seu fiel público. Claro que toda e qualquer coisa que eu escrever aqui não vai, de fato, responder às questões, mas tenho a impressão de que são tantos anos contando histórias que chega um momento em que fica difícil fazer diferente. Isso somado ao politicamente correto e à patrulha dos bons costumes, que afasta da TV tudo que foge ao padrão e à fórmula de sucesso. E, por isso, nos faz tão saudosistas de novelas passadas. Talvez, Vale Tudo ou Roque Santeiro, por exemplo, não seriam tão boas se fossem exibidas hoje, mas foram marcantes porque inovaram no seu tempo. E, pra nós, são parte da memória afetiva.

Assim como Que Rei Sou Eu?, que foi extraordinária. A novela não foi ao ar em caráter experimental, ela fez sucesso porque tinha qualidade, era pitoresca e cheia de humor inteligente, a ponto de conseguir trazer para o horário das sete uma trama de época. Era o Brasil rindo dele mesmo, em uma época em que caminhávamos para a primeira eleição direta para a Presidência da República no período pós-ditadura. Os governantes eram corruptos, autoritários, o povo vivia na miséria, e o país enfrentava a instabilidade financeira e sucessivos planos econômicos. Qualquer semelhança não era mera coincidência com o Brasil (dos planos Cruzado, Cruzado Novo, Cruzado II, Cruzeiro, etc) da época, certo?

A história de Que Rei Sou Eu? se passava em Avilan, um imaginário país europeu em 1786, três anos antes da Revolução Francesa. O enredo inicia a partir da morte do rei Petrus II (Gianfrancesco Guarnieri), que não deixa sucessores legítimos, apenas um filho bastardo, Jean-Pierre (Edson Celulari). Na ausência de um herdeiro, os conselheiros reais, que exercem forte influência nas decisões da rainha Valentine (Tereza Rachel), resolvem entregar a coroa ao mendigo Pichot (Tato Gabus Mendes). A armação é obra de Ravengar (Antônio Abujamra), o bruxo do condado e um dos melhores personagens já criados para a televisão até hoje. Revoltado com a coroação de Pichot, Jean-Pierre se prepara para derrubar os poderosos vilões de Avilan.

A descrição acima, tirada daqui, resume bem a trama da novela. Mas os méritos estão todos nos detalhes: o texto inteligente, a retratação cômica do Brasil naquele período e a riqueza dos personagens. Cassiano Gabus Mendes conseguiu fazer uma paródia perfeita. Transportar figurões da política do país para a monarquia anárquica da ficção, de forma leve, mas sei deixar a crítica de lado.

Na minha galeria de melhores novelas, Que Rei Sou Eu? está entre as Top 5. Me arriscaria dizer que ocupa o primeiro lugar, mas, confesso, fica difícil elencar quando os posts deste blog começam a entrar na “Era de Ouro” das telenovelas, os chamados anos 90.

Uma trilha que tem Chama, do Roupa Nova, só pode ser excelente. Léo Jaime com Medieval 2 também ajuda a manter o nível lá em cima. Mas é no lado B que o bicho pega, com Bye Bye Tristeza da Sandra de Sá abrilhantando tudo. A faixa seguinte merece menção só pelo nome: As Muralhas do Teu Quarto São Bem Altas, Mas Eu Posso Te Alcançar. O autor? Wando, claro.

A sequência com Finge Que Não Falou, do Nico Rezende, é garantia de música boa. E o fechamento com Que Rei Sou Eu?, do Eduardo Dusek, traz lembranças de uma das maiores novelas já escritas. E olha que ainda nem cheguei na trilha internacional.

Guilia Gam na capa já é sinal de sucesso. Abrir o disco com Eternal Flame, das Bangles, então, é atestado de maestria. E seguir com How Can I Go On?, dueto de Freddie Mercury e Montserrat Caballé dispensa comentários. A inclusão de Bamboleo, dos Gypsy Kings, reforça o bom gosto na escolha das músicas. A balada I Will Always Love You, da Talyor Dayne, só faz lembrar como era boa a época das MÚSICAS LENTAS.

E é isso que mais aparece no lado B, aberto com Specially For You, da Kylie Minogue e Jason Donovan. O Noel (aquele de Silent Morning) vem com a faixa Like a Child, naquele synthpop maroto. E a festa encerra com a perfeita Patience, do Guns N’ Roses, deixando aquele gostinho de quero mais. Parabéns aos envolvidos na escolha das músicas.

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Boca do Inferno Sessions

12/05/2010

Eis que há exatas três semanas aconteceu o primeiro show da minha banda, a GREGÓRIO DE MATTOS, e eu não mencionei nada por aqui. SHAME ON ME. Acho que fiquei tão absorto no repertório e na quase ausência de ensaios e esqueci de divulgar a performance ao vivo dessa banda que passei a integrar no fim do ano passado, mas que já admirava secretamente há anos.

Como já era previsto, não foi um show perfeito, todos erramos em diversos momentos. Mas aparentemente o público curtiu nosso tributo a uma das maiores bandas dos anos 90, Stone Temple Pilots. Por ser uma noite atípica, em que dividimos o palco com mais de cinco bandas (pelas minhas contas), nosso setlist for cortado, resultando num show de pouco mais de meia hora.

The Decline of Western Civilization – Part III: The Barroco Years

Mas valeu horrores, foi ótimo subir num palco novamente depois de uns quatro anos, a banda é excelente e nossos projetos são ousados. Começou com a primeira execução pública de M. QUINTANA EMPALADO ao final do show, inevitável hit que será regravada em breve. Estamos trabalhando em outras composições, mas isso é assunto para outro post.

Quem quiser ver todas as músicas que tocamos, basta acessar esse link e navegar pelos vídeos. Dica: subi do começo para o fim, portanto a ordem correta começa com Wicked Garden e termina em Don’t Cry (sim, não satisfeitos em homenagear uma banda, resolvemos terminar com cover de OUTRA). As fotos da noite fatídica podem ser vistas aqui.


Para mais momentos como esse, clique aqui.

Era isso por enquanto. Aguardem mais novidades aqui ou no MySpace da banda. BIVÉR.

Axl > Jesus

18/03/2010

Alguns sabem que tenho o hábito de usar o termo SURREAL para descrever diversas situações. É um hábito e hábitos vão se infiltrando na nossa personalidade, fazendo com que qualquer tentativa de perdê-los se torne uma tarefa árdua. Talvez por isso, acabo usando essa palavra de forma indiscriminada apenas por gostar dela, sem avaliar muito se seria a melhor opção.

Pois finalmente posso afirmar que o uso de SURREAL para descrever a noite de 16 de março de 2010 se justifica plenamente, no sentido literal. Afinal, nada descreve melhor o ROL DE ABSURDOS que aconteceram no estacionamento da Fiergs, em Porto Alegre. Se pensarmos que o evento era o show do GUNS N’ ROSES, a surpresa não parece tão grande. E talvez eu devesse saber, sendo fã da banda há quase vinte anos.

Mas NADA poderia me preparar para o que vivi naquele espaço improvisado para abrigar um palco que, de tão monstruoso, podia ser visto da rua por qualquer transeunte que resolvesse gastar seu tempo em uma noite gelada no meio da Avenida Assis Brasil. O congestionamento que pegamos a bordo da nossa KOMBI (o BONDE DO RIHAD, O BEDUÍNO) na Freeway e na Assis Brasil eram piores do que uma ida a Capão da Canoa no Carnaval. A fila para entrar também era enorme, o que ficou compreensível quando descobrimos que os portões abriram com TRÊS HORAS E MEIA DE ATRASO.

Como se não bastasse, ao entrar na Fiergs era preciso passsar por um CARACOL DE GRADES sem nenhum sentido, antes de ser revistado com displicência total. Depois disso, era só escolher um lugar para ver o show e esperar pelo deslocado show da Tequila Baby. Sim, esse mesmo show que não aconteceu devido aos atrasos na montagem do palco. Porém, prefiro acreditar que foram as PRECES COLETIVAS do público para que a Tequila não tocasse que surtiram efeito. Pena que as preces foram fortes demais e o show da Rosa Tattooada também acabou prejudicado. Quando a banda subiu ao palco e Jacques Maciel tentou justificar a presença da banda ali, por respeito ao público, o pessoal já estava irritado demais para ver banda de abertura depois da meia-noite.

Com um som CAGADO logo na primeira música, já dava para sentir que o show não iria longe. Resultado: a Rosa tocou duas músicas E MEIA, porque a guitarra do Jacques foi desligada no meio de Rock and Roll até morrer. Já fiz show no JARDIM DE INVERNO DA FABICO com som melhor do que aquele. Para superar esse fato lamentável, só com um show de abertura completo. E foi isso que o Sebastian Bach fez, em todos os sentidos. Tocou clássicos dos dois primeiros discos do Skid Row e várias do último disco solo dele, o pesado Angel Down.

Mas sou obrigado a admitir que o ponto alto da apresentação não foram as músicas e sim os discursos dele em português, repetindo as mesmas frases DEZOITO VEZES. A cada vez que ele falava “Nosso equipamento foi destruído”, a massa ia ao delírio, como se fosse algo bom. Os gritos que Sebastian dava para levantar o público durante as músicas pareciam mais um  ritual de EXORCISMO do que cantos de incentivo, mostrando que ele claramente estava dopado. Melhor do que isso, só a hora em que ele GRUDOU UMA MINA no palco, para delírio de todos. Excelente show, sem dúvida alguma.

A partir daí, só restava esperar pelo show do Guns. Isso se houvesse show, já que informações diziam que a banda talvez ainda estivesse no Rio de Janeiro, confirmadas pela ligação inesperada do maior fã de Guns no planeta, o Vicente – diretamente da Austrália. Acho que todo mundo estava preparado para esperar três horas até eles entrarem no palco, mas em menos de uma hora as luzes se apagaram e uma trilha instrumental começou. Senti o coração disparar de expectativa, o que só piorou quando DJ Ashba surgiu no topo do palco descascando o riff de Chinese Democracy. Ali caiu a ficha: eu iria ver Axl Rose cantar ao vivo, algo que eu nunca imaginava ser possível. Gritei a letra até não poder mais, e as cordas vocais que já estavam destroçadas por causa do show do Sebastian terminaram de ser ESTUPRADAS.

O baile de bizarrices começaria quando Axl chamou Beta, brasileira que é braço-direito dele há muito anos, uma espécie de SECRETÁRIA DE TUDO, para traduzir o que ele iria falar. Pena que ela traduziu OUTRA COISA, pois ele disse que o palco estava escorregadio e que eles tinham que cuidar para não se machucar e ela entendeu como se fosse para o público cuidar para não escorregar. Crack na medula.

A sequência de faixas do Appetite For Destruction, com Welcome To The Jungle/It’s So Easy/Mr. Brownstone, foi um soco na cara. Quando achei que ia me recuperar, ouço o começo de Sorry. O vocal do Axl nessa música foi simplesmente perfeito. Nesse momento comecei a notar algo que temia muito: o total desconhecimento das músicas do Chinese Democracy pelo público. Sorry e Better não foram cantadas por NINGUÉM que estava perto de mim. Conseguia ouvir minha própria voz como se estivesse no banheiro de casa. Porra, Porto Alegre! Nem Better vocês sabem cantar? Tsc.

Depois de uma versão fatal de James Bond Theme pelo Richard Fortus, veio Live And Let Die e aí o público resolveu se empolgar, pulando bastante. Na sequência, fui completamente SOTERRADO pela tríade do Chinese, com If The World/Shackler‘s Revenge/Street Of Dreams. Mais uma vez, Axl humilhou cantando muito bem, para desespero daquelas pessoas que passaram a semana escrevendo que ele não cantava nada. SEI.

A essa altura, cabe comentar um detalhe muito importante: o telão do palco. Mostrando imagens e vídeos TOTALMENTE ALEATÓRIOS, se tornou uma diversão à parte, com direito até a imagem do FELIPE MASSA. Só pode ter sido ideia do Axl.  Confesso que às vezes desviava minha atenção dos músicos para o telão, na expectativa das próximas imagens definitivas.

Mas deixei o telão de lado quando a bateria fulminante de Rocket Queen se fez ouvir. Um gesto que fiz nessa hora e em muitas outras ocasiões durante o show foi levantar as mãos para o céu, como quem faz uma reverência aos deuses pela honra de estar vendo a MAIOR MÚSICA DE TODOS OS TEMPOS ser executada ao vivo. Não me restou muita coisa a não ser tirar a camisa e fazer AIR GUITAR SEMINU. Auge da minha vida.

Qualquer coisa era lucro depois disso, e ouvir Sweet Child O’ Mine e You Could Be Mine juntas foi algo transcendental, ainda que o vocal não tenha sido muito bom. Na hora não me dei conta, mas o Rodrigo comentou algo comigo ontem que parece muito verdade: Axl dava a impressão de se poupar nas músicas antigas para soltar agudos poderosos nas novas. Se isso for real, ele é o maior marqueteiro do cosmos, pois faz a banda atual parecer muito melhor do que a antiga. O que não deixa de ser verdade. Os três guitarristas são excelentes (DJ Ashba humilhou Slash em diversos momentos, Richard Fortus é um IZZY BOMBADO e Bumblefoot demoliu tudo com as suas guitarras de braço duplo), o Tommy Stinson toca uma baixo pegado, o Frank Ferrer (a.k.a. ED MOTTA EM CHAMAS) castiga a bateria, o Dizzy Reed é o DIZZY REED ETERNO e o Chris Pitman faz backings muito letais.

Prova disso foram os solos de November Rain executados alternadamente pelos três guitarristas. Impossível escolher qual o melhor, todos foram memoráveis, assim como ver finalmente o Axl sentado ao piano cantando uma das maiores baladas já feitas. Para competir com esse momento, só os vocais geniais dele em Knockin’ On Heaven’s Door, alternando vozes de uma maneira que me fez olhar atônito para os companheiros de jornada.

Nightrain foi um golpe duro, com a PASSAGEM DE BASTÃO de solo entre DJ Ashba e Bumblefoot. Aliás, o que o Bumblefoot fez no solo usando o braço fretless da guitarra foi de uma CAVALICE sem igual. Mestre supremo. Depois disso, só mesmo apagando as luzes para preparar os espíritos para o ENCORE CABAL.

Quando ouvi a introdução de Madagascar, percebi que o bis havia começado como deveria. Queria muito ouvir ao vivo os mais de DOIS MINUTOS de samplers surreais da música e não me decepcionei. A execução foi muito boa, não devendo nada ao disco. Meu ânimo já estava nas nuvens, mas nunca poderia imaginar o que me esperaria durante Patience. Isqueiros acesos, pessoas balançando as mãos, violas no palco. Até aí tudo bem, mas quando Axl surgiu no meio da música com um BONECO DO HOMER SIMPSON ENFIADO NA CALÇA, eu deveria ter previsto o apocalipse. Como se não bastasse, ele ainda resolveu MASTURBAR o boneco enquanto cantava, o que provocou risos nele e no resto da banda. Só me restou aplaudir, o que o público também fez com empolgação.

Encerrar o show com Paradise City foi apenas uma formalidade, já que as almas de todos os presentes já haviam sido dilaceradas com a performance anterior do Axl. Claro que serviu para a plateia pular bastante, mas ali eu já havia falecido completamente e apenas acompanhava a letra no modo automático. Para finalizar em alta, Axl atirou longe o microfone e certamente matou alguém, pois o barulho foi alto. Por causa disso, não pôde se despedir quando a música acabou, e saiu com a banda todo do palco.

O público começou a ir embora, mas é óbvio que a noite mais surreal de todos os tempos não poderia acabar assim. Axl voltou ao palco com um novo microfone para dizer que tinha visto uma faixa de algum aniversariante pedindo para ele cantar parabéns. Depois de um momento tenso em que ele tentava descobrir quem de fato estava de aniversário, algumas moças subiram ao palco para ouvir o parabéns cantado por todos. Terminada a homenagem, as pessoas começaram a deixar o palco e Axl largou algo do tipo “YOU GUYS ARE ALL LIKE BLIND”, provavelmente para os caras que deveriam ajudar as meninas a subirem lá. E a noite fechou com chave de ouro quando ele terminou a frase e jogou o microfone no chão, finalmente abandonando o palco. E então começa a tocar My Way, única música possível para descrever o que é Axl Rose.

Não poderia haver outro jeito de acabar aquela aula de surrealismo avançado. Nada mais importava àquela altura, todos ali haviam testemunhado o maior espetáculo possível. Nunca, repito, NUNCA mais será realizado algo parecido. Quem não foi jamais entenderá o que se passou naquele estacionamento, onde um verdadeiro PORTAL DE REALIDADE PARALELA se abriu e fomos sugados para o mundo surreal de Axl Rose e cia. Quem dera eu pudesse viver lá para sempre, porque valeu muito a pena. Ô, se valeu.

01.     Chinese Democracy
02.    Welcome To The Jungle
03.    It’s So Easy
04.    Mr. Brownstone
05.    Sorry
06.    Better
07.    Richard Fortus Guitar Solo
08.    Live And Let Die
09.    If the World
10.    Shackler’s Revenge
11.    Dizzy Reed Piano Solo
12.    Street Of Dreams
13.    Rocket Queen
14.    DJ Ashba Guitar Solo
15.    Sweet Child O’ Mine
16.    You Could Be Mine
17.    Axl Rose Piano Solo
18.    November Rain
19.    Bumblefoot Guitar Solo
20.    Knockin’ On Heaven’s Door
21.    Nightrain

Encore:
22.     Madagascar
23.    Patience
24.    Paradise City

Guns N’ Roses: As 5 melhores músicas – Chinese Democracy (2008)

15/03/2010

Shackler’s Revenge

Maior metal da última década. Mais pesado que Cannibal Corpse e Morbid Angel juntos. Axl esquizofrênico fazendo dezoito vozes diferentes. Pré-refrão e refrão estupendos.

Better

Quando essa música saiu eu tive a certeza de que esse seria o maior disco dos anos 2000. Tudo aqui é perfeito, as guitarras, a melodia, os solos. As trocentas mudanças de ritmo me quebram as perna toda vez que ouço. Obra-prima.

Street Of Dreams

Piano definitivo. A November Rain dos anos 00, épica até a medula. Buckethead humilhou Slash sem perdão.

Scraped

O começo a capella sempre me implode de maneira fulminante. O peso do refrão é demolidor e o solo CAVALGA O COSMOS.

This I Love

Axl nu. Só ele e um piano castigando a humanidade. Tenho vontade de ficar em posição fetal até o fim dos tempos ouvindo essa música. Genialidade sem limites.

Guns N’ Roses: As 5 melhores músicas – Use Your Illusion II (1991)

09/03/2010

14 Years

Izzy em chamas no vocal, Dizzy em combustão no teclado e eu em lágrimas com a letra irretocável.

Breakdown

Épico absoluto, com muitas mudanças de ritmo e letra inspiradíssima. Sete minutos de regozijo.

Locomotive

O baixo e a batera do começo são bons demais. E o final com “Love… so strange” me faz querer pular dum precipício enrolado numa bandana gigante. Hino do universo.

So Fine

Duff demolindo tudo no vocal. Balada que vira rock que vira balada. Maior baixista vivo.

Estranged

A prova de que Deus existe. E se chama W. Axl Rose. A segunda melhor música da banda. Perfeição suprema ao cubo e choro obrigatório.

Guns N’ Roses: As 5 melhores músicas – Use Your Illusion I (1991)

05/03/2010

Don’t Cry

Balada definitiva, que entrou pra história com o AIIIIIIIIIIII interminável do fim. Reunião dançante feelings.

November Rain

Uma das maiores obras-primas da história da civilização ocidental. Ninguém, eu disse NINGUÉM conseguiu fazer uma música que chegasse aos pés dessa nos últimos vinte anos. Canção pra chorar pelado.

Garden Of Eden

Mais punk do que todo o movimento punk. Paulada na cara do universo.  Ouçam e aprendam como se faz.

Don’t Damn Me

Riff demolidor e vocal completamente impossível de acompanhar sem um TUBO DE OXIGÊNIO do lado. Rockzão memorável.

Dead Horse

O violão do começo me estupra a alma toda vez que escuto. Quando entra o PAGODE TODO, é hora de sair de baixo. Solo perfeito, letra exclente. Tudo aqui é fora de série.

Guns N’ Roses: As 5 melhores músicas – G N’ R Lies (1988)

01/03/2010

Mama Kin

Cover fatal de Aerosmith. O começo da versão original do disco foi o que me conquistou, com a ameaça definitiva: “THIS IS A SONG ABOUT YOUR FUCKIN’ MOTHER.” Impossível não chorar ouvindo.

Patience

A balada que fez uma legião de mulheres se apaixonarem pelo Axl. O assobio antológico no início. O clipe rodado em loop no TELE RITMO. A colega de KOMBI que imitava o Axl dançando essa música enquanto íamos pro colégio. Enfim, o ápice da genialidade humana.

Used To Love Her

Uma das letras mais bizarras da história da música. Mas ainda assim, uma baita canção de amor (ou seja lá que outro sentimento o Axl queria demonstrar).

You’re Crazy

Versão claramente superior a do Appetite For Destruction, com um groove de matar. A voz do Axl está particularmente foda nessa música, uma das melhores performances dele.

One In A Million

Apesar da letra contar com diversas demonstrações dos preconceitos do Axl, essa música é uma aula de maestria. O solo é provavelmente um dos cinco melhores de todos os tempos, Slash em chamas profundas.

Guns N’ Roses: As 5 melhores músicas – Appetite For Destruction (1987)

25/02/2010

E lá vamos nós. Depois de muita procrastinação, começo a contagem regressiva pro show do GUNS N’ ROSES em Porto Alegre, dia 16 de março. Seguindo sugestão do meu amigo Vicente, que já está fazendo um COUNTDOWN FATAL no seu blog, listarei as cinco melhores músicas de cada álbum da banda, pois escolher uma só seria impossível. E a tarefa já começa árdua, tendo que escolher apenas cinco faixas do MAIOR DISCO DE ROCK DE TODOS OS TEMPOS. Mas vamos lá:

It’s So Easy

Baixo e batera avassaladores no começo, Axl e Duff aniquilando o universo nos vocais. Que música foda. Puro metal.

Nightrain

O que dizer dessa música? Introdução arrasadora, refrão pegado e solo de chorar no final. Enuff said.

My Michelle

Música que contém a maior frase inicial de todos os tempos: YOU´RE DADDY WORKS IN PORNO NOW THAT MOMMY IS NOT AROUND. Ou seja, só pode ser excelente. E é. Começo GÓTICO que descamba prum heavy furioso. Lindo demais.

Think About You

Morro toda vez que ouço o cowbell na introdução. Aula de balada roqueira, a guitarra do refrão me faz ficar nu invarialmente. Letal.

Rocket Queen

MAIOR. MÚSICA. DA. HISTÓRIA. O resto é lenda.

As 10 melhores músicas dos anos 2000

13/01/2010

Lasgo – Something (2001)

Maior dance dos anos 2000, sem dúvida alguma. Something está para a música eletrônica assim como Master Of Puppets está para o metal. É um clássico, um divisor de águas. A faixa tem um ritmo marcante, que sempre associo a uma guitarra de rock, a um CÂN-GÂN poderoso. O refrão é de ouvir de joelhos, com as mãos erguidas aos céus. Se alguém ainda não conhece essa música, é melhor tratar de nascer de novo.

Strokes – Hard To Explain (2001)

Strokes talvez tenha sido a primeira banda a fazer sucesso nos anos 2000 que tenha me chamado a atenção. Is This It é um baita disco e essa faixa é a melhor de todas.  As duas guitarras são muito boas e o refrão é uma catarse. Adoro o fato da música acabar seca, até porque é a única saída. Ela vem crescendo de uma forma tão intensa que só o final abrupto se justifica. Clássico.

Outkast – Hey Ya (2003)

Confesso que odiei essa música por muito tempo. Não suportava o FRENESI que rolava quando Hey Ya era executada nas festas. Aquele gritinho das gurias quando toca o som que elas esperam na pista sempre me incomodou. Demorou, mas dei o braço a torcer. A introdução dessa faixa é um primor. Som dançante com violão é uma combinação letal, mas poucas pessoas têm a manha de fazer. E aqui a mistura tão perfeita que chega a dar raiva. DAMN YOU, ANDRE 3000.

White Stripes – Seven Nation Army (2003)

Jack White é gênio.  O maior surgido nos últimos dez anos, pelo menos. Tenho até pena dos demais músicos que apareceram do final dos anos 90 pra cá. NENHUM chega perto. E essa música explica muita coisa. Admito que tinha raiva dela, pelo mesmo motivo explicitado em Hey Ya. Em toda festa indie rolava um DESBUNDE quando Seven Nation Army tocava e isso me incomodava bastante. Não adianta, preciso de perspectiva histórica pra analisar certas canções. Mas hoje posso afirmar com convicção que essa música é FODA. Riff e batera aniquiladores. MUITO foda.

The Darkness – I Believe In A Thing Called Love  (2003)

Demorei um pouco para gostar de Darkness porque me incomodava o clima de galhofa dos clipes. E o fato de vários indies parecerem consumir as músicas da banda de maneira irônica. Mas um dia resolvi parar com a putice e ouvir com atenção. Que banda. E essa música é um hino, que marca a volta do hard rock em plenos anos 2000. Era preciso culhões pra ser glam em 2003. E isso Darkness sempre teve de sobra.

The Killers – Mr. Brightside (2004)

Melhor música deles, Mr. Brightside é uma verdadeira paulada. Estrofe, ponte e refrão matadores, impossível dizer qual a melhor parte. Para variar, tinha um pé atrás com eles por causa do som excessivamente 80’s e não ouvi com atenção quando surgiram. Mas felizmente me despi de preconceitos depois e passei a curtir o pop inspirado de Brandon Flowers & cia.

Fall Out Boy – Thnks Fr Th Mmrs (2007)

Sim, a banda tem uma vibe emo. Sim, a grafia do nome do título é algo ridículo, que reprovo fortemente. Mas a música é muito boa. E se a música é boa, o resto se torna irrelevante. O refrão de Thnks Fr Th Mmrs é um dos melhores que já ouvi nos últimos quinze anos, fácil. E o vocal do Patrick Stump é muito bom, o que ajuda consideravelmente.  Gosto das harmonias vocais nessa faixa e ainda tem um violão maroto na jogada. Enfim, bela canção.

Dan Wilson – Free Life (2007)

Claro que nenhuma lista vai incluir essa música. Mas afinal, essa é a MINHA lista. E Free Life é um verdadeiro manifesto, a faixa-título do disco maravilhoso do Dan Wilson que tive a oportunidade de comprar do próprio, no show de Sydney em 2008. Já publiquei a letra no antigo blog por ter me tocado de uma forma absurda, coisa de destino, mesmo. Ouvi-la me lembra das mudanças que aconteceram na minha vida nos últimos dois anos e de como os versos batem pra mim. O disco é um dos melhores da década e talvez essa nem seja a melhor faixa, mas com certeza é a mais significativa. E num universo de músicas sem sentido, canções assim se destacam muito.

Rivers Cuomo – Lover In The Snow (2007)

Essa foi a música que mais me chamou a atenção quando ouvi o primeiro disco solo do Rivers Cuomo. Foi paixão imediata. O riff é contagiante e a letra é de chorar. Ela já era um hit instantâneo pra mim e quando descobri que existia um vídeo, fiquei muito curioso. Nunca imaginaria que seria baseado em futebol e que a história do Rivers era tão ligada ao maior esporte do cosmos. Impossível não se emocionar. Não por acaso, considero esse cara o maior compositor surgido nos anos 90.

Guns N’ Roses – Better (2008)

A maior música dos anos 2000. Chorei baldes quando ouvi pela primeira vez, já nem sei mais quando. Só sei que de 2006 em diante aguardei ansioso pelo lançamento do Chinese Democracy, o maior disco dos anos 2000. E quando ele saiu, pude comprovar novamente que Better é uma obra-prima incontestável. As guitarras são excelentes e o solo é algo obsceno de tão bom. Ouvir isso ao vivo vai ser o ponto alto da minha existência, tenho certeza. Axl, you’ve done it again.