Archive for maio \18\UTC 2010

Grandes Currículos da Música: Adam Schlesinger

18/05/2010

Este rapaz de sobrenome enrolado é responsável por algumas das melhores músicas pop que meus ouvidos já tiveram o prazer de escutar. A primeira vez em que ouvi o disco de estreia da banda dele, Fountains of Wayne, fui surpreendido pela qualidade absurda de todas as composições, sem exceção. A abertura com Radiation Vibe me ganhou imediatamente e fez com que eu procurasse todos os álbuns da banda.


Que aula.

Só pelo fato de ter composto hinos supremos no Fountains of Wayne o Adam Schlesinger já mereceria esse post, mas da mesma forma o seu parceiro na banda, o Chris Collingwood, também deveria estar aqui. O que faz com que o Adam esteja em destaque é que ele é um baita dum compositor de trilhas sonoras de filmes. Sabe That Thing You Do?, daquele filme The Wonders – O Sonho Não Acabou? Pois é, é dele.


Maior que Beatles e Beach Boys juntos

E como se não bastasse, ele ainda é o responsável por quatro músicas da trilha do belo filme Letra & Música, incluindo a matadora Way Back Into Love. Resumindo: Adam Schlesinger é um gênio da música pop, com um dom pra melodias pegajosas como poucos. Qualquer pessoa que tenha interesse em ouvir músicas boas de verdade, precisa conhecer o trabalho dele. É só escolher uma das canções e morrer de inveja do talento colossal.


Hugh Grant > Paul McCartney

Boca do Inferno Sessions

12/05/2010

Eis que há exatas três semanas aconteceu o primeiro show da minha banda, a GREGÓRIO DE MATTOS, e eu não mencionei nada por aqui. SHAME ON ME. Acho que fiquei tão absorto no repertório e na quase ausência de ensaios e esqueci de divulgar a performance ao vivo dessa banda que passei a integrar no fim do ano passado, mas que já admirava secretamente há anos.

Como já era previsto, não foi um show perfeito, todos erramos em diversos momentos. Mas aparentemente o público curtiu nosso tributo a uma das maiores bandas dos anos 90, Stone Temple Pilots. Por ser uma noite atípica, em que dividimos o palco com mais de cinco bandas (pelas minhas contas), nosso setlist for cortado, resultando num show de pouco mais de meia hora.

The Decline of Western Civilization – Part III: The Barroco Years

Mas valeu horrores, foi ótimo subir num palco novamente depois de uns quatro anos, a banda é excelente e nossos projetos são ousados. Começou com a primeira execução pública de M. QUINTANA EMPALADO ao final do show, inevitável hit que será regravada em breve. Estamos trabalhando em outras composições, mas isso é assunto para outro post.

Quem quiser ver todas as músicas que tocamos, basta acessar esse link e navegar pelos vídeos. Dica: subi do começo para o fim, portanto a ordem correta começa com Wicked Garden e termina em Don’t Cry (sim, não satisfeitos em homenagear uma banda, resolvemos terminar com cover de OUTRA). As fotos da noite fatídica podem ser vistas aqui.


Para mais momentos como esse, clique aqui.

Era isso por enquanto. Aguardem mais novidades aqui ou no MySpace da banda. BIVÉR.

Maior guitarrista vivo

05/05/2010

Desde ontem estou ouvindo a discografia completa do DINOSAUR JR., um das bandas mais excelentes do planeta. E ando cogitando seriamente criar uma religião e proclamar J. Mascis como o Salvador.

Meu primeiro contato com a banda se deu na metade dos anos 90, provavelmente por culpa do Fábio Massari e o seu Lado B, na MTV. Lembro que comprei o Where You Been em cd lá por 94 ou 95 e me apaixonei afu. O que eram aquelas guitarras? Não pareciam tocadas por alguém HUMANO. Ainda que a aparência de J. Mascis possa gerar dúvidas, ele é sim de carne e osso e toca guitarra como poucos.

Pouco depois comprei o disco seguinte, Without a Sound, numa edição alemã, pois a versão brasileira ainda não havia sido lançada. Esses dois álbuns forjaram meu caráter naquele tempo em que a sensação de deslocamento no colégio era enorme e meu passatempo preferido era ficar em casa trancado no quarto, ouvindo música de maneira compulsiva.

Sempre adorei o fato de TODAS as músicas do Dinosaur Jr. terem solos poderosos, não apenas aquele solo burocrata de 15 segundos seguindo a melodia. Seria impossível eleger os melhores solos da banda, mas guardo com carinho no FUNDO D´ALMA a guitarra avassaladora do final de Get Me, do mítico e já citado Where You Been, de 1993. A beleza desse solo é impressionante.

Infelizmente, o clipe original não tem o solo completo, de um minuto e quarenta e sete segundos, coisas de grade de TV e dessas PUTICES que fazem com que músicas sejam TESOURADAS em nome da programação. Mas nessa perfomance de 94 dá para ter uma ideia da magnitude do solo:

Os demais discos só fui ouvir na íntegra a partir de ontem, quando baixei tudo e arruinei para sempre qualquer tentativa de trabalhar ou levar uma vida normal. Pérolas dos primeiros álbuns eu já conhecia de clipes e audições aleatórias, mas o que me impressionou positivamente foram os dois últimos trabalhos, com a volta do Lou Barlow ao baixo. O Beyond, de 2007, corre o risco de se tornar a minha nova paixão, de tão bom que é.

Preciso muito ver a banda ao vivo em alguma oportunidade, porque sei que ouvir qualquer solo do J. Mascis vai ser uma experiência religiosa. Depois disso posso desencarnar tranquilo, sabendo que fui catequisado pelo maior guitarrista vivo.