Posts Tagged ‘rock’

Here we go again

09/09/2010

Há uma faixa na arquibancada inferior do Beira-Rio que diz o seguinte: SOMOS A RESISTÊNCIA. Não quero entrar em questões clubísticas, a faixa poderia estar no Olímpico ou em qualquer outro estádio do Brasil. O que importa aqui é a mensagem escrita, que tem muito a ver com o evento que se realizará neste próximo sábado, no Garagem Hermética: o TRIBUTO LOVE METAL.

Me identifico totalmente com a frase porque é assim que enxergo uma festa como essa, que se propõe a tocar músicas que há tempos foram esquecidas pelo grande público, muitas vezes sendo consideradas bregas, velhas, datadas ou qualquer outro adjetivo depreciativo que se possa pensar. Pois para pessoas como o Leo Mereu, organizador do evento, nada poderia estar mais longe da verdade. As canções tocadas são parte do passado, do presente e certamente do futuro dele.

Pessoas como ele e eu acreditam tanto nesse tipo de som que se prestam a ensaiar músicas, gravar cds, escrever releases e mostrar para todo o mundo que baladas e rocks são a melhor combinação que se pode ter. E é justamente isso que espera quem for ao Garagem no dia 11 de setembro: um bombardeio sonoro poucas vezes visto em Porto Alegre.

Mereu estará incendiando o palco no comando da banda que leva o mesmo nome da festa e eu estarei na discotecagem, garantindo que ninguém saia do recinto sem derramar ao menos uma lágrima. São eventos assim que nos mantêm vivos e é por isso que encaramos com muita gana o desafio de fazer uma noite inesquecível, com a mesma paixão que aquelas bandas que terão suas músicas executadas lá colocaram na hora de compor esses clássicos absolutos.

Vá e comprove que levamos esse papo de AMOR e METAL muito a sério.

Sábado, 11/09 – 23h

Garagem Hermética – Barros Cassal, 386

Mandando email para visceralproducoes@gmail.com o ingresso fica por míseros R$ 8. Na hora, o ingresso é R$ 12.

Boca do Inferno Sessions

12/05/2010

Eis que há exatas três semanas aconteceu o primeiro show da minha banda, a GREGÓRIO DE MATTOS, e eu não mencionei nada por aqui. SHAME ON ME. Acho que fiquei tão absorto no repertório e na quase ausência de ensaios e esqueci de divulgar a performance ao vivo dessa banda que passei a integrar no fim do ano passado, mas que já admirava secretamente há anos.

Como já era previsto, não foi um show perfeito, todos erramos em diversos momentos. Mas aparentemente o público curtiu nosso tributo a uma das maiores bandas dos anos 90, Stone Temple Pilots. Por ser uma noite atípica, em que dividimos o palco com mais de cinco bandas (pelas minhas contas), nosso setlist for cortado, resultando num show de pouco mais de meia hora.

The Decline of Western Civilization – Part III: The Barroco Years

Mas valeu horrores, foi ótimo subir num palco novamente depois de uns quatro anos, a banda é excelente e nossos projetos são ousados. Começou com a primeira execução pública de M. QUINTANA EMPALADO ao final do show, inevitável hit que será regravada em breve. Estamos trabalhando em outras composições, mas isso é assunto para outro post.

Quem quiser ver todas as músicas que tocamos, basta acessar esse link e navegar pelos vídeos. Dica: subi do começo para o fim, portanto a ordem correta começa com Wicked Garden e termina em Don’t Cry (sim, não satisfeitos em homenagear uma banda, resolvemos terminar com cover de OUTRA). As fotos da noite fatídica podem ser vistas aqui.


Para mais momentos como esse, clique aqui.

Era isso por enquanto. Aguardem mais novidades aqui ou no MySpace da banda. BIVÉR.

Maior guitarrista vivo

05/05/2010

Desde ontem estou ouvindo a discografia completa do DINOSAUR JR., um das bandas mais excelentes do planeta. E ando cogitando seriamente criar uma religião e proclamar J. Mascis como o Salvador.

Meu primeiro contato com a banda se deu na metade dos anos 90, provavelmente por culpa do Fábio Massari e o seu Lado B, na MTV. Lembro que comprei o Where You Been em cd lá por 94 ou 95 e me apaixonei afu. O que eram aquelas guitarras? Não pareciam tocadas por alguém HUMANO. Ainda que a aparência de J. Mascis possa gerar dúvidas, ele é sim de carne e osso e toca guitarra como poucos.

Pouco depois comprei o disco seguinte, Without a Sound, numa edição alemã, pois a versão brasileira ainda não havia sido lançada. Esses dois álbuns forjaram meu caráter naquele tempo em que a sensação de deslocamento no colégio era enorme e meu passatempo preferido era ficar em casa trancado no quarto, ouvindo música de maneira compulsiva.

Sempre adorei o fato de TODAS as músicas do Dinosaur Jr. terem solos poderosos, não apenas aquele solo burocrata de 15 segundos seguindo a melodia. Seria impossível eleger os melhores solos da banda, mas guardo com carinho no FUNDO D´ALMA a guitarra avassaladora do final de Get Me, do mítico e já citado Where You Been, de 1993. A beleza desse solo é impressionante.

Infelizmente, o clipe original não tem o solo completo, de um minuto e quarenta e sete segundos, coisas de grade de TV e dessas PUTICES que fazem com que músicas sejam TESOURADAS em nome da programação. Mas nessa perfomance de 94 dá para ter uma ideia da magnitude do solo:

Os demais discos só fui ouvir na íntegra a partir de ontem, quando baixei tudo e arruinei para sempre qualquer tentativa de trabalhar ou levar uma vida normal. Pérolas dos primeiros álbuns eu já conhecia de clipes e audições aleatórias, mas o que me impressionou positivamente foram os dois últimos trabalhos, com a volta do Lou Barlow ao baixo. O Beyond, de 2007, corre o risco de se tornar a minha nova paixão, de tão bom que é.

Preciso muito ver a banda ao vivo em alguma oportunidade, porque sei que ouvir qualquer solo do J. Mascis vai ser uma experiência religiosa. Depois disso posso desencarnar tranquilo, sabendo que fui catequisado pelo maior guitarrista vivo.

As 10 melhores músicas do Metallica

28/01/2010

Sei que não se faz uma lista com apenas dez músicas do Metallica, mas era preciso. Hoje é o grande dia. Depois de onze anos, eles estão de volta ao PORTINHO. E como muitos já devem saber eu não fui no show de 1999 porque estava passando por uma fase INDIE, em que ouvia Belle & Sebastian e coisas piores (se é que isso é possível). Mas felizmente vi a LUZ durante os anos 2000 e tirei o atraso, vendo vários show de rock de verdade. E agora chegou a vez de assistir aos QUATRO CAVALEIROS DO METAL. Bom, chega de enrolação e vamos à lista, em ordem cronológica:

The Four Horsemen – Kill ‘ Em All (1983)

Whiplash – Kill ‘ Em All (1983)

Metal Militia – Kill ‘ Em All (1983)

Fade To Black – Ride The Lightning (1984)

Creeping Death – Ride The Lightning (1984)

Master Of Puppets – Master Of Puppets (1986)

Disposable Heroes – Master Of Puppets (1986)

One – …And Justice For All (1988)

My Friend Of Misery – Black Album (1991)

Ain’t My Bitch – Load (1996)

As 10 melhores músicas dos anos 2000

13/01/2010

Lasgo – Something (2001)

Maior dance dos anos 2000, sem dúvida alguma. Something está para a música eletrônica assim como Master Of Puppets está para o metal. É um clássico, um divisor de águas. A faixa tem um ritmo marcante, que sempre associo a uma guitarra de rock, a um CÂN-GÂN poderoso. O refrão é de ouvir de joelhos, com as mãos erguidas aos céus. Se alguém ainda não conhece essa música, é melhor tratar de nascer de novo.

Strokes – Hard To Explain (2001)

Strokes talvez tenha sido a primeira banda a fazer sucesso nos anos 2000 que tenha me chamado a atenção. Is This It é um baita disco e essa faixa é a melhor de todas.  As duas guitarras são muito boas e o refrão é uma catarse. Adoro o fato da música acabar seca, até porque é a única saída. Ela vem crescendo de uma forma tão intensa que só o final abrupto se justifica. Clássico.

Outkast – Hey Ya (2003)

Confesso que odiei essa música por muito tempo. Não suportava o FRENESI que rolava quando Hey Ya era executada nas festas. Aquele gritinho das gurias quando toca o som que elas esperam na pista sempre me incomodou. Demorou, mas dei o braço a torcer. A introdução dessa faixa é um primor. Som dançante com violão é uma combinação letal, mas poucas pessoas têm a manha de fazer. E aqui a mistura tão perfeita que chega a dar raiva. DAMN YOU, ANDRE 3000.

White Stripes – Seven Nation Army (2003)

Jack White é gênio.  O maior surgido nos últimos dez anos, pelo menos. Tenho até pena dos demais músicos que apareceram do final dos anos 90 pra cá. NENHUM chega perto. E essa música explica muita coisa. Admito que tinha raiva dela, pelo mesmo motivo explicitado em Hey Ya. Em toda festa indie rolava um DESBUNDE quando Seven Nation Army tocava e isso me incomodava bastante. Não adianta, preciso de perspectiva histórica pra analisar certas canções. Mas hoje posso afirmar com convicção que essa música é FODA. Riff e batera aniquiladores. MUITO foda.

The Darkness – I Believe In A Thing Called Love  (2003)

Demorei um pouco para gostar de Darkness porque me incomodava o clima de galhofa dos clipes. E o fato de vários indies parecerem consumir as músicas da banda de maneira irônica. Mas um dia resolvi parar com a putice e ouvir com atenção. Que banda. E essa música é um hino, que marca a volta do hard rock em plenos anos 2000. Era preciso culhões pra ser glam em 2003. E isso Darkness sempre teve de sobra.

The Killers – Mr. Brightside (2004)

Melhor música deles, Mr. Brightside é uma verdadeira paulada. Estrofe, ponte e refrão matadores, impossível dizer qual a melhor parte. Para variar, tinha um pé atrás com eles por causa do som excessivamente 80’s e não ouvi com atenção quando surgiram. Mas felizmente me despi de preconceitos depois e passei a curtir o pop inspirado de Brandon Flowers & cia.

Fall Out Boy – Thnks Fr Th Mmrs (2007)

Sim, a banda tem uma vibe emo. Sim, a grafia do nome do título é algo ridículo, que reprovo fortemente. Mas a música é muito boa. E se a música é boa, o resto se torna irrelevante. O refrão de Thnks Fr Th Mmrs é um dos melhores que já ouvi nos últimos quinze anos, fácil. E o vocal do Patrick Stump é muito bom, o que ajuda consideravelmente.  Gosto das harmonias vocais nessa faixa e ainda tem um violão maroto na jogada. Enfim, bela canção.

Dan Wilson – Free Life (2007)

Claro que nenhuma lista vai incluir essa música. Mas afinal, essa é a MINHA lista. E Free Life é um verdadeiro manifesto, a faixa-título do disco maravilhoso do Dan Wilson que tive a oportunidade de comprar do próprio, no show de Sydney em 2008. Já publiquei a letra no antigo blog por ter me tocado de uma forma absurda, coisa de destino, mesmo. Ouvi-la me lembra das mudanças que aconteceram na minha vida nos últimos dois anos e de como os versos batem pra mim. O disco é um dos melhores da década e talvez essa nem seja a melhor faixa, mas com certeza é a mais significativa. E num universo de músicas sem sentido, canções assim se destacam muito.

Rivers Cuomo – Lover In The Snow (2007)

Essa foi a música que mais me chamou a atenção quando ouvi o primeiro disco solo do Rivers Cuomo. Foi paixão imediata. O riff é contagiante e a letra é de chorar. Ela já era um hit instantâneo pra mim e quando descobri que existia um vídeo, fiquei muito curioso. Nunca imaginaria que seria baseado em futebol e que a história do Rivers era tão ligada ao maior esporte do cosmos. Impossível não se emocionar. Não por acaso, considero esse cara o maior compositor surgido nos anos 90.

Guns N’ Roses – Better (2008)

A maior música dos anos 2000. Chorei baldes quando ouvi pela primeira vez, já nem sei mais quando. Só sei que de 2006 em diante aguardei ansioso pelo lançamento do Chinese Democracy, o maior disco dos anos 2000. E quando ele saiu, pude comprovar novamente que Better é uma obra-prima incontestável. As guitarras são excelentes e o solo é algo obsceno de tão bom. Ouvir isso ao vivo vai ser o ponto alto da minha existência, tenho certeza. Axl, you’ve done it again.