Posts Tagged ‘pop’

Grandes Currículos da Música: Phil Collins

05/07/2010

A carreira do PHIL COLLINS remonta ao tempo em que ele fazia parte do Genesis, quando a banda ainda fazia rock progressivo, mas como não curto esse tipo de som, destacarei apenas a carreira solo, que possui hits absurdamente bons.

Obrigatório começar pela clássica In The Air Tonight, do primeiro disco solo, e que foi usada genialmente no comercial do chocolate Cadbury e também no filme Se Beber, Não Case. Acabou se tornando um ícone da cultura pop, e com razão.

Provando que também sabe compor para trilhas de filmes, o Phil Collins gravou Against All Odds, para o filme homônimo. Balada definitiva, que reforça a certeza de que, quando ele senta ao piano, poucos músicos chegam perto do seu talento.

No mesmo ano, 1984, Phil Collins parecia estar POSSUÍDO, de tantas músicas boas que escreveu. Esta aqui foi em parceria com o Phillp Bailey, um dueto que marcou época e gerou inclusive uma versão em português, chamada Inflamável e cantada pela banda CICLONE. Mas vamos à original:

Impossível não lembrar do álbum …But Seriously (maior nome), que produziu dois dos maiores hits do cantor. Tentei escolher apenas um para colocar aqui, mas falhei miseravelmente. Aqui vai o primeiro, que todo mundo conhece.

E para fechar com chave de ouro, aquela que considero ser a melhor música dele, também do disco de 1989. Tenho vontade de morrer a cada vez que ouço, sem exagero.

É ou não é um gênio absoluto do pop?

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Grandes Currículos da Música: Per Gessle

30/06/2010

Afirmo sem receio algum: PER GESSLE é o maior compositor de todos os tempos. Ninguém se aproxima dele quando se fala de POP PERFEITO. Ninguém. E essa genialidade toda já vinha desde muito antes do Roxette, como muitos talvez não saibam.

Per Gessle estourou primeiro com o Gyllene Tider, que foi gigante na Suécia do comecinho dos anos 80, já fazendo o pop excelente que seria marca registrada dele. Nessa música em inglês, do terceiro disco, a melodia fatal anunciava que viria mais coisa boa por aí.

Nessa mesma época, o Per chegou até a compor uma música para a Frida, do ABBA, que saiu em um dos discos solo dela. Mais uma vez, a melodia é de chorar.

A partir da metade dos anos 80, a história é conhecida. Junto com a Marie Fredriksson, ele formou o Roxette e dominou o mundo com as mais lindas canções já feitas. Escolhi uma das minhas favoritas e que dispensa comentários.

Como se não bastasse esse sucesso todo, Per Gessle ainda resolveu lançar um disco solo em 1997, chamado The World According To Per Gessle. Coloco ele entre os dez melhores discos de todas as eras, fácil. Todas as músicas são excelentes, provando que mesmo sem a Marie cantando ele é imbatível. Esta letra é uma das coisas mais belas já escritas.

Daria para fazer um post enorme com dezenas de músicas linkadas, mas acho que essas aqui já comprovam o talento monstruoso desse cara. Ouçam tudo o que puderem dele, pois é impossível não gostar. Afinal, SUECO É MELHOR EM TUDO. Sempre.

As 10 melhores músicas dos anos 2000

13/01/2010

Lasgo – Something (2001)

Maior dance dos anos 2000, sem dúvida alguma. Something está para a música eletrônica assim como Master Of Puppets está para o metal. É um clássico, um divisor de águas. A faixa tem um ritmo marcante, que sempre associo a uma guitarra de rock, a um CÂN-GÂN poderoso. O refrão é de ouvir de joelhos, com as mãos erguidas aos céus. Se alguém ainda não conhece essa música, é melhor tratar de nascer de novo.

Strokes – Hard To Explain (2001)

Strokes talvez tenha sido a primeira banda a fazer sucesso nos anos 2000 que tenha me chamado a atenção. Is This It é um baita disco e essa faixa é a melhor de todas.  As duas guitarras são muito boas e o refrão é uma catarse. Adoro o fato da música acabar seca, até porque é a única saída. Ela vem crescendo de uma forma tão intensa que só o final abrupto se justifica. Clássico.

Outkast – Hey Ya (2003)

Confesso que odiei essa música por muito tempo. Não suportava o FRENESI que rolava quando Hey Ya era executada nas festas. Aquele gritinho das gurias quando toca o som que elas esperam na pista sempre me incomodou. Demorou, mas dei o braço a torcer. A introdução dessa faixa é um primor. Som dançante com violão é uma combinação letal, mas poucas pessoas têm a manha de fazer. E aqui a mistura tão perfeita que chega a dar raiva. DAMN YOU, ANDRE 3000.

White Stripes – Seven Nation Army (2003)

Jack White é gênio.  O maior surgido nos últimos dez anos, pelo menos. Tenho até pena dos demais músicos que apareceram do final dos anos 90 pra cá. NENHUM chega perto. E essa música explica muita coisa. Admito que tinha raiva dela, pelo mesmo motivo explicitado em Hey Ya. Em toda festa indie rolava um DESBUNDE quando Seven Nation Army tocava e isso me incomodava bastante. Não adianta, preciso de perspectiva histórica pra analisar certas canções. Mas hoje posso afirmar com convicção que essa música é FODA. Riff e batera aniquiladores. MUITO foda.

The Darkness – I Believe In A Thing Called Love  (2003)

Demorei um pouco para gostar de Darkness porque me incomodava o clima de galhofa dos clipes. E o fato de vários indies parecerem consumir as músicas da banda de maneira irônica. Mas um dia resolvi parar com a putice e ouvir com atenção. Que banda. E essa música é um hino, que marca a volta do hard rock em plenos anos 2000. Era preciso culhões pra ser glam em 2003. E isso Darkness sempre teve de sobra.

The Killers – Mr. Brightside (2004)

Melhor música deles, Mr. Brightside é uma verdadeira paulada. Estrofe, ponte e refrão matadores, impossível dizer qual a melhor parte. Para variar, tinha um pé atrás com eles por causa do som excessivamente 80’s e não ouvi com atenção quando surgiram. Mas felizmente me despi de preconceitos depois e passei a curtir o pop inspirado de Brandon Flowers & cia.

Fall Out Boy – Thnks Fr Th Mmrs (2007)

Sim, a banda tem uma vibe emo. Sim, a grafia do nome do título é algo ridículo, que reprovo fortemente. Mas a música é muito boa. E se a música é boa, o resto se torna irrelevante. O refrão de Thnks Fr Th Mmrs é um dos melhores que já ouvi nos últimos quinze anos, fácil. E o vocal do Patrick Stump é muito bom, o que ajuda consideravelmente.  Gosto das harmonias vocais nessa faixa e ainda tem um violão maroto na jogada. Enfim, bela canção.

Dan Wilson – Free Life (2007)

Claro que nenhuma lista vai incluir essa música. Mas afinal, essa é a MINHA lista. E Free Life é um verdadeiro manifesto, a faixa-título do disco maravilhoso do Dan Wilson que tive a oportunidade de comprar do próprio, no show de Sydney em 2008. Já publiquei a letra no antigo blog por ter me tocado de uma forma absurda, coisa de destino, mesmo. Ouvi-la me lembra das mudanças que aconteceram na minha vida nos últimos dois anos e de como os versos batem pra mim. O disco é um dos melhores da década e talvez essa nem seja a melhor faixa, mas com certeza é a mais significativa. E num universo de músicas sem sentido, canções assim se destacam muito.

Rivers Cuomo – Lover In The Snow (2007)

Essa foi a música que mais me chamou a atenção quando ouvi o primeiro disco solo do Rivers Cuomo. Foi paixão imediata. O riff é contagiante e a letra é de chorar. Ela já era um hit instantâneo pra mim e quando descobri que existia um vídeo, fiquei muito curioso. Nunca imaginaria que seria baseado em futebol e que a história do Rivers era tão ligada ao maior esporte do cosmos. Impossível não se emocionar. Não por acaso, considero esse cara o maior compositor surgido nos anos 90.

Guns N’ Roses – Better (2008)

A maior música dos anos 2000. Chorei baldes quando ouvi pela primeira vez, já nem sei mais quando. Só sei que de 2006 em diante aguardei ansioso pelo lançamento do Chinese Democracy, o maior disco dos anos 2000. E quando ele saiu, pude comprovar novamente que Better é uma obra-prima incontestável. As guitarras são excelentes e o solo é algo obsceno de tão bom. Ouvir isso ao vivo vai ser o ponto alto da minha existência, tenho certeza. Axl, you’ve done it again.

Single da Semana: No Doubt – “Just a Girl”

01/12/2009

Apoios no palco: entendo

Um bom single, sem dúvida (desculpem, mas não resisti ao trocadilho). Just a Girl é uma música excelente, com seu tecladinho MAROTO e refrão pegajoso. É difícil escolher canções para lançar em compacto quando se tem um arsenal explosivo como o do Tragic Kingdom, de 1995. Mas a opção foi acertada, pois essa faixa ilustra bem o clima do álbum e toda a MEIGUICE SARADA que a Gwen Stefani tinha na época. Hoje ela é apenas mais uma das BIATCHES QUARENTONAS que andam por aí (apesar de ter boas músicas, admito).

Na sequência vem Different People, uma espécie de BAIÃO DA CALIFÓRNIA, com um ritmo poderoso.  A mistura de ska e pop do No Doubt era foda demais e essa música é um exemplo perfeito. Guitarrinha sacana e baixo marcadão fazem a alegria do povo. Para fechar, Open the Gate, a mais pesada do single, com uma batera muito massa e trompete pegado.

No balanço, diria que temos um triunvirato de boas canções de uma banda que lançou alguns dos clássicos noventistas. Compacto aprovado fortemente.